quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CRIATIVIDADE, DESAFIOS E MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Adaptado por Fred Domingos

"O mundo em que vivemos começou a gerar problemas que não podem ser resolvidos com o tipo e a qualidade de pensamento que este mesmo mundo vinha empregando e transmitindo até agora”

ALBERT EINSTEIN - 1952

Todos nós temos paradigmas, e eles certamente são piores que os vírus de computador.

Abriu para ver o que é, dançou!

Mas o que são paradigmas?

Diriam  as testemunhas do trabalho e das idéias de Albert Einstein: “ele fez o seu trabalho mais brilhante quando desafiou os paradigmas da ciência e ousou sair dos trilhos, violando regras que constrangiam seu pensamento.

Felizmente não se deixou limitar pelo mundo tridimensional que conhecia. Ele usou a imaginação para ir além das suas experiências e entrar de corpo e alma num universo multidimensional.

Físicos e amigos de Einstein, descobriram que essa idéia se aproxima mais do  modo pelo qual o universo se estrutura na realidade. Einstein só podia chegar a ela de maneira imaginativa e inovadora, com sua natureza perseverante, saindo dos trilhos, voando dentro de sua própria mente, usando e abusando de sua criatividade.

Lidar com criatividade ou, mais adequadamente, exercer deliberadamente a sua criatividade, exige enfrentar desafios constantemente. Enfrentar um desafio é enfrentar uma situação na qual as respostas prontas, comuns, não mais se aplicam; é preciso um salto qualitativo (considero mais um salto quântico), uma saída estratégica ou um “insight”. Criatividade é o potencial, criação é a realização desse potencial.

Gostaria então de lembrar alguns conceitos desenvolvidos por André Luiz de Freitas que, se exercitados, se transformarão em importante bagagem para quem quer operar transformações enriquecedoras:


Autoconhecimento: "Conhece-te a ti mesmo" já dizia o oráculo de Delfos. O primeiro passo para o desenvolvimento do potencial criativo é o autoconhecimento, o que não é uma tarefa fácil, mas qualquer começo já é um começo. Existem as técnicas, terapias e filosofias dos mais variados matizes com resultados mais ou menos rápidos (e mais ou menos lentos.

Espontaneidade: a dificuldade em expressar-se espontaneamente normalmente está relacionada ao medo do que os outros vão pensar a nosso respeito. É o medo da rejeição.

Limites e liberdade: o século passado privilegiou o controle (Descartes, Bacon, etc.), arranhando a liberdade. Hoje se busca o "ideal" de uma liberdade absoluta, sem limites. Esse tipo de liberdade está fora das possibilidades humanas. Criar livremente significa essencialmente compreender os limites, para avaliar se é necessário ampliá-los.


Flexibilidade mental - julgamento adiado: adiar o julgamento não significa não julgar, significa entender antes de julgar. O julgamento adiado é a base do brainstorming”, uma técnica pouco usada em toda a sua potencialidade.


Associação livre: os gregos estabeleceram quatro leis para a associação de idéias: proximidade (mar lembra navio); semelhança (gato lembra tigre (e lebre); sucessão (trovão lembra tempestade) e contraste (amor lembra ódio).


Algumas dicas de André Luiz:

Pegue uma folha em branco (uma tela de computador também serve) e escreva tudo, absolutamente tudo que lhe vier à cabeça. Dê uma olhada: talvez tenha mais besteira do que coisa séria, talvez faça você dar boas gargalhadas, não importa... Por enquanto. Faça agora o mesmo tipo de exercício com um problema ou algo real para o qual você quer alternativa. Você verá que com o tempo a quantidade e a qualidade de idéias aumentam: o exercício faz o hábito;

Uma dica boa é a leitura de obras de filosofia oriental, por exemplo, obra Zen. O Zen não ensina, propõe enigmas a serem desvendados. Tao Te King de Lao-Tzu (Taoísmo) também é ótimo;

Deite-se no tapete da sala em silêncio, no escuro, garantindo que não será interrompido. Relaxe totalmente o seu corpo sentindo todo o peso dele sobre o tapete. Tente inicialmente identificar todos os sons separando-os mentalmente; concentre-se nos sons mais distantes indo cada vez mais longe; identifique cada parte de seu corpo em contato com o tapete; tente sentir todos os cheiros possíveis. Aprenda a desenvolver seus cinco sentidos, e o sexto também, porque não? 

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