terça-feira, 22 de março de 2011

CONHEÇA OS REQUISITOS DA NBR ISO 14001:2004 E TENHA UM LAR SUSTENTÁVEL – PARTE III


Conforme vimos no post anterior, o primeiro passo para adotarmos em nosso lar uma postura sustentável é a identificação dos maiores “Vilões’ da natureza e do nosso bolso e ainda, como percebemos, cada lar possui características e aspectos ambientais com relevâncias diferentes.

Coletadas as informações, tabuladas e valoradas nas tabela disposta na Parte II, passaremos ao momento de definirmos objetivos e estabelecermos Metas.

Segundo a NBR ISO 14001:2004:

4.3.3 – Objetivos, metas e programas:

A organização deve estabelecer, implementar e manter objetivos e metas ambientais documentados, nas funções e níveis relevantes na organização.

Em nosso lar, devemos entender que, objetivos e metas devem ser mensuráveis, possíveis de serem atingidos (exeqüíveis), e coerentes com a realidade da família, incluindo-se os comprometimentos de todos os membros com o que foi acordado.

Ao estabelecer e analisar seus objetivos e metas devemos considerar as medidas mais simples e baratas para a receita doméstica, bem como a conscientização de todos sobre a política dos 3 R’s – Reduzir, Reaproveitar e Reciclar.

Devemos, assim, estabelecer, implementar e manter espécies de programa(s) para atingir esses objetivos através da conclusão de metas.

Esse(s) programa(s) deve(m) incluir:

a) atribuição de responsabilidade dentro do lar para atingirmos os objetivos e metas; lembrem-se que é uma ação coletiva e envolve toda família, e

b) os meios e o prazo no qual eles devem ser atingidos.

Exemplo de uma Tabela de Acompanhamento de Programas:

Aspecto Ambiental- Programa
Prioridade
Descrição de ações tomadas
Objetivo
Meta
Responsável
Prazos
Indicador


































É recomendado que os objetivos e metas sejam específicos e mensuráveis, sempre que possível. Por exemplo, a diminuição no consumo mensal de água, o parâmetro será sempre a conta da Cia de Abastecimento e Saneamento (nesse caso lembrem-se que pagamos em dobro pela água que entra e esgoto que sai). O Objetivo é a economia constante do recurso hídrico (água) e da renda familiar também, já as metas serão mensais e pautadas pela diminuição gradual no consumo.

A criação e o uso de um ou mais programas são importantes para a implementação bem-sucedida de um sistema da gestão ambiental em nosso lar. É recomendado que cada programa descreva como os objetivos e metas serão atingidos. Por exemplo, programa de diminuição no consumo de energia elétrica, diminuição no consumo de água, coleta seletiva e destinação adequada de recicláveis, etc.

Observem que em todos os programas podemos identificar os três requisitos da Sustentabilidade, ou seja, responsabilidade social, econômica e ambiental.

Bem, após desenvolvidos os programas, cabe a sua manutenção, responsabilidade essa de toda a família, a qual será diretamente beneficiada.

Meus amigos, termino essa série de 3 Posts desejando que o pouco descrito aqui gere a curiosidade, e a curiosidade gere pesquisa e a pesquisa ação; isso é evolução e a melhoria só existe oriunda desse processo.

Seu bolso agradecerá; a Natureza já nos agradece. Todos os dias, nos possibilitando continuar nossa jornada e das gerações futuras também.

Muita paz e consciência a todos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CONHEÇA OS REQUISITOS DA NBR ISO 14001:2004 E TENHA UM LAR SUSTENTÁVEL – PARTE II


Conforme vimos no post anterior:

Aspecto Ambiental é Toda e qualquer situação gerada pelo ser humano que interaja com o Meio Ambiente, como por exemplo, a utilização de recursos em nosso lar, água, luz e o acúmulo de detritos (lixo) que obrigatoriamente será lançado em algum aterro sanitário, entre outros;

Segundo a NBR ISO 14001:2004, o início da implantação de um Sistema de Gestão Ambiental deve pautar-se de planejamento necessário, viabilizando tempo e custo para a empreitada. Assim sendo, nosso lar necessita antes mesmo de ações voltadas a preservação e diminuição de consumo, da realização de um breve planejamento sobre os aspectos ambientais encontrados e as nossas reais necessidades.

Um bom início seria a divisão de nossa casa em setores, cada cômodo pode ser encarado separadamente; todavia não esqueça nenhuma parte da casa, como quintal, garagem, banheiro, etc.

Partindo dessa divisão, analise cada cômodo e todos os aspectos ambientais que interagem no seu interior: consumo de energia e água, descarte de materiais recicláveis no lixo, consumo de papel, utilização de agentes químicos na limpeza ou outra atividade, tipo de lâmpadas no cômodo, descarte de líquidos e sólidos em pias e ralos, etc.

Crie uma planilha bem simples, voltada para as anotações dos aspectos ambientais detectados, como o exemplo abaixo:

LOCAL
Cozinha
Aspecto
Condições
Quantidade
Freqüência
Custo
Resultado
Cons.Energia
1
1
3
2
10
Cons. Água
3
3
2
2
16
Óleo Vegetal
1
2
1
1
4






  
Para cada aspecto devemos considerar as variantes acima e classificá-las com valores de 1 a 3, ou seja:
  
Valor/Aspecto
Valores
Condições
*Quantidade
Freqüência
Custo
Muito
3
Emergencial
Acima de X
Sempre
Alto
Moderado
2
Anormal
X
As vezes
Médio
Pouco
1
Normal
Abaixo de X
Nunca
Baixo
* O valor de X é determinado pelo avaliador em relação ao consumo médio da residência.

Finalmente, devemos resolver a equação para cada aspecto detectado:
(Condições + Quantidade + Freqüência) X Custo

Exemplo: O aspecto Consumo de Água, devido a um vazamento, em Condições, devido a emergência, o valor será 3; a Quantidade certamente estará acima da média, e seu valor será 3; a Freqüência de utilização é média e seu valor 2; e finalmente, o Custo é médio e seu valor será 2. Montada a equação: (3+3+2)X2=16, ou seja, o valor do Aspecto “Consumo de Água” é 16.

No Campo Resultado Assinale o resultado atingido por cada um dos aspectos identificados; realize a identificação de todos os aspectos mensuráveis em todos os locais da residência; certamente parecerá cansativo, mas em pouco tempo você terá um diagnóstico eficiente e constatará quem são os maiores vilões do seu bolso e da natureza.

No próximo “post” analisaremos os resultados obtidos sobre a identificação dos Aspectos Ambientais que mais impactam em nossas residências e estipularemos metas a serem cumpridas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CONHEÇA OS REQUISITOS DA NBR ISO 14001:2004 E TENHA UM LAR SUSTENTÁVEL – PARTE I

Em um primeiro momento parece absurdo afirmar que podemos transformar nosso Lar em um lugar sustentável, principalmente em uma abordagem a NBR ISO 14001:2004 e seus requisitos técnicos. Porém, guardadas as proporções, nossa casa pode receber uma “Certificação Ambiental”, não de um órgão certificador, mas do bom senso, da vontade de fazer algo pelas futuras gerações, e assim vai, o pensar ECO, cada vez mais, se torna LÓGICO.

Mas como começo?

Acredite que você já começou, deu um grande passo para uma consciência de sustentabilidade; a mudança de comportamento e a busca por soluções ecologicamente corretas, por si só, já representam a vontade de mudar e o início bem sucedido.

Partindo de uma consciência ambiental todos nós precisamos conhecer alguns conceitos simples e perfeitamente aplicáveis ao nosso cotidiano, ou seja, um pouco de conhecimento técnico para melhorar de maneira contínua a prática:

Aspecto Ambiental: Toda e qualquer situação gerada pelo ser humano que interaja com o Meio Ambiente, como por exemplo, a utilização de recursos em nosso lar, água, luz e o acúmulo de detritos (lixo) que obrigatoriamente será lançado em algum aterro sanitário, entre outros;

Desempenho Ambiental: Resultados mensuráveis da forma com que administramos os Aspectos Ambientais; cabe salientar que o Desempenho Ambiental representa o Desempenho Econômico cumulativamente, ou seja, economizando recursos ambientais você economiza dinheiro;

Meta Ambiental: Requisitos de Desempenho Ambiental detalhados, visando à melhoria contínua na estrutura ambiental de gestão em sua residência; ou seja, da mesma forma que você controla seus gastos em relação a sua receita mensal, desenvolva algumas metas ambientais (ou sustentáveis, pois economizando recursos, reutilizado bens e reciclando, você está poupando, pense nisso).

Muito bem, segundo a NBR ISO 14001:2004, muitas outras definições são indispensáveis, porém em nosso caso, apenas esses são suficientes para que possamos mudar e melhorar continuamente algumas posturas domésticas.

No próximo “post” deixarei algumas dicas de identificação dos Aspectos Ambientais que mais impactam em nossas residências e um modelo de planilha, bem prática, para controlarmos mensalmente os impactos gerados e verificarmos se nossas metas estão sendo cumpridas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O QUE SERÁ QUE ESTAMOS PRODUZINDO?

Fernanda Maria Silveira

Ouve-se falar que devemos conservar o Meio Ambiente, que a água está se acabando, que os animais estão sendo extintos... Que a vida dos povos está sendo ameaçada!

Será que já paramos para pensar, o que é realmente o “Meio Ambiente”?

A cada dia ao acordar recebemos a dádiva de respirar, andar, falar, enxergar e sentir todos os seres... Todo e qualquer organismo desde a menor bactéria.

Não será esse o nosso meio ambiente mais próximo?

Na verdade podemos conectar e sentir toda espécie que permeia a vida, seja ela animada ou inanimada. E toda ela tem o poder de evolução e crescimento. Experimente se relacionar de formas diferentes com o meio em que vive (seus objetos; as plantas ou animais)

Com certeza teremos respostas diferentes, pois segundo a lei de Ação e Reação, ao enviarmos ondas de amor, receberemos ondas de amor e ao enviarmos ondas negativas receberemos ondas negativas.

Vamos então prestar atenção aquilo que produzimos interiormente e emitirmos a nossa volta.

Sabemos que a nossa sobrevivência e a do planeta estão em jogo.

Estamos diante de uma série de problemas globais que estão danificando a biosfera e a vida humana de formas alarmantes. Nenhuns destes problemas podem ser vistos isoladamente.

A mudança da percepção, para um mundo integral como sistema vivo e não isolado como uma máquina inclui mudanças de valores que podem ser trabalhadas, à medida que resolvermos escolher se queremos evoluir ou desaparecer.

Como se explica que quanto mais sabemos do que somos feitos, menos compreendemos quem somos? Que quanto mais a medicina avança mais doenças aparecem?

Em nosso sistema é hora de dar atenção a sistemas de percepção mais ampliados que possam expandir para nossa consciência a resolver problemas. Devemos aprender a reavaliar o papel da intuição, da imaginação, da sensibilidade e do corpo.

O caminho que escolhermos na vida, pode se transformar num caminho que nos possibilite satisfação, êxito, compaixão, amor, prosperidade e a tão almejada felicidade, que procuramos desde o nosso nascimento.

Pense no enorme trabalho de todas as formas de vida para terem chegado, ao que são hoje. Sinto que chegou o momento de assumirmos nossa responsabilidade, nosso compromisso e realizar o nosso trabalho. Desenvolver com plena consciência uma nova forma de viver.

A importância de reconhecermos quem somos nesta cadeia universal, a capacidade de avaliarmos os nossos próprios sentimentos e nossa influência uns em relação os outros se torna emergencial. Ter a capacidade para estabelecermos relacionamentos bem sucedidos, é o que realmente vai nos trazer a uma maior satisfação pessoal, uma melhora nas relações interpessoais e, conseqüentemente, na família, no trabalho, com outros seres, na natureza e no todo.

Atualmente a crise financeira se acentua a cada dia. Segundo dados da ONU, 1,3 bilhões de pessoas vivem com um dólar por dia. A questão da contaminação do solo com os pesticidas crescendo a cada dia é tão grave quanto a nossa exposição diária aos produtos químicos. A dosagem de venenos encontrada se concentra cada vez mais em nossas águas... A chuva ácida cada vez mais inserindo em nossos solos. Já não encontramos mais locais para armazenar os lixos devidos o consumismo sem responsabilidade...

Diante destes acontecimentos que se perpetuam, acredito somente numa forma de evolução: é voltarmos para a nossa verdadeira essência e descobrirmos quem somos nós.

É nos conscientizarmos do que está acontecendo à nossa volta.

Mudar hábitos e nos incluir no universo como parte dele.

Desenvolver um mundo mais saudável; mais limpo.

Gerar empregos satisfatórios e rendas.

Incluir programas de gestão e motivações.

São meios de colaborar de forma saudável para um crescimento global.

Não se pode falar em desenvolvimento sustentável, ou numa globalização crescente, num mundo com diferenças tão insalubres.

Será este o IDEAL para deixarmos para nossos filhos, netos e bisnetos?

É importante escolhermos!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O PAÍS PRECISA DE LÍDERES E NÃO CHEFES

Por Maria Inês Felippe

O tema liderança requer novos paradigmas. Além disso, tem sido tema de grande preocupação entre empresários brasileiros. O que faz uma empresa ser bem-sucedida e outra menos, sendo que ambas possuem tecnologia e produtos que podem ser equiparados? As respostas são as mais diversas, porém a mais comum é a que se refere às pessoas que compõem as organizações e, conseqüentemente, os processos de liderança.

Com todas as mudanças que ocorrem, percebemos a importância do líder servindo como âncora da equipe, um radar que dá a direção a ser seguida, buscando o sucesso e a eficácia organizacional e dificultando o seu fracasso. Para isso, torna-se necessário estabelecer uma nova postura na relação líder/ subordinado, através de uma nova postura, uma vez que a anterior já não fazia mais efeito, leva ao comprometimento e desenvolvimento das pessoas, fazendo com que o funcionário vista a camisa da empresa.

Hoje o líder dever ser um Empreendedor e deve se utilizar da liderança criativa para obter resultados satisfatórios.

Como será que estão os nossos líderes?

Pelo que podemos observar temos muito a desenvolver. Para concretizar tal cenário, começando de nós mesmos. Lembre- se que os líderes atuais são oriundos de uma sociedade, onde as empresas eram bastante paternalistas, autoritária, ditavam as regras do jogo. Eles eram apenas intermediários, nomeados pela organização, que faziam as determinações a serem seguidas à risca. Mas será que eles estão preparados para atuar de forma diferenciada? E como estão as pessoas que eles lideram?

A liderança criativa parte da seguinte seqüência:

● Liderança de si mesmo: os líderes devem ser independentes.
● Liderança da equipe: aproveitar as características e o potencial do grupo e desenvolvê-los.
● Liderança organizacional: liderança total.

Entende-se como Liderança criativa como a maneira de pensar, sentir e atuar, de forma visionária, futurista e pró-ativa.

O líder é acima de tudo aquela pessoa que todos querem seguir, devendo ser também um bom ouvinte.Muitos líderes baseiam-se em outros, porém, cada situação demanda um tipo de liderança. A liderança é mais que uma arte, é uma técnica que pode ser assimilada, aperfeiçoada e adaptada.

Assim, podemos perceber que os líderes, baseiam-se em outros líderes, para comporta-se de determinada forma. No entanto, podemos ser líderes em uma situação e seguidores em outras.

O fato de sermos líderes de sucesso em determinada situação não significa que teremos sempre líderes com êxito. A eficácia de uma liderança depende da situação, do grupo, dos seguidores e do próprio líder.

A liderança eficaz consiste em diagnosticar o nível em que se encontra o subordinado e aplicar nele um estilo de acordo com o seu grau de maturidade e envolvimento no projeto. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

HORA DE APERTAR O CINTO OU COSTURAR O BOLSO?


Segundo algumas previsões de economistas e especialistas de mercado consumidor no varejo, o brasileiro ficará mais inadimplente em 2011em relação a 2010.

Alguns apostam em uma inadimplência que deve encerrar o ano com taxa de aproximadamente 5%, e sua tendência é o crescimento para 2012. Já os menos otimistas apostam em taxas de 6% já em janeiro, chegando a 15% no terceiro mês deste ano.

Tudo isso devido ao aquecimento das vendas no Natal, em decorrência de uma população que antes não tinha acesso ao crédito, do alongamento dos prazos, e principalmente da falta de planejamento das famílias e o consumismo desenfreado, tornando o primeiro quadrimestre do próximo ano é motivo de atenção, observa José Antonio Praxedes Neto, Presidente do Telecheque.

Já para os economistas da Serasa Experian, "a estabilidade registrada pelo indicador em agosto de 2010 sinaliza que a inadimplência do consumidor tende a se estabilizar, pelo menos até o início de 2011". Os analistas afirmam ainda que "eventuais elevações do nível de inadimplemento dos consumidores não seriam suficientes para reverter à atual trajetória de crescimento do crédito às pessoas físicas".


Aliado ao aperto da política monetária, com aumento dos compulsórios e provável alta nos juros, também deve contribuir para que a inadimplência seja maior em 2011 e, além disso, o próximo ano não contará “com uma evolução tão favorável do mercado de trabalho”.

Entre os vilões do orçamento brasileiro estão as dívidas não bancárias (cartões, lojas, prestadores de serviços e financeiras) foram as principais responsáveis pela alta de 5% apurada no ano. Segundo cálculos da Serasa, o atraso deste tipo de débito cresceu 35,5% em relação ao ano passado.

Em 2010, a população que recebe de dois a três salários mínimos foi a que mais apresentou contas em atraso (21,8%), seguida por aqueles com rendimento mensal entre um e dois mínimos (21,3%) e entre três e quatro mínimos (15,5%). Por gênero, as mulheres foram as que mais se endividaram (54,3%), assim como os consumidores entre 30 e 50 anos, que responderam por 50% das dívidas em atraso. Os gastos com vestuário (18,5%), serviços diversos (16%) e alimentos (10,1%) foram os maiores vilões do orçamento do consumidor brasileiro em 2010.

Diante de tantas e antagônicas previsões compete a cada um de nós maior conhecimento dos gastos fixos, planejamento em médio prazo e, principalmente, controlar a compulsão na hora de comprar; assim 2011 será muito mais suave, menos estressante.


 Fonte:  www.veja.abril.com.br
             wwww.serasaexperian.com.br