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quinta-feira, 11 de abril de 2013

A IMPORTÂNCIA DE ESCRITÓRIOS DE PROCESSOS NA RENOVAÇÃO DA GESTÃO PÚBLICA


Antes de iniciar as argumentações sobre a benéfica do novo paradigma dos Escritórios de Processos no setor público faz-se necessário, de antemão, defini-los:

Escritórios de Processos (chamaremos doravante de EP) tem como objetivo promover a otimização de processos de apoio e realização (negócio), além de produzir um terceiro grupo de processos, ou seja, desenvolver e gerenciar processos de controle; por meio de técnicas e  metodologias no mapeamento, análise e melhoria dos  processos, galgado sempre na excelência na prestação de serviços à sociedade.

Definição apresentada, percebemos que a estruturação de um EP em um estabelecimento público criará uma nova figura pública, o Gerente de Processos, que para a execução de suas atividades deverá possuir competências, habilidades e atitudes específicas para a função; sem falar no mínimo esperado e determinado pelos princípios do direito administrativo, como a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

A primeira impressão que temos é a de que, com a criação de EP’s, o quadro do funcionalismo será ainda mais inchado (olha esse oportunista criando novo cargo); todavia, em uma ponderação mais profunda e técnica, podemos concluir que uma das funções dos escritórios (descrita acima) é a racionalização de processos. Esqueçamos-nos dos departamentos, pois quando lidamos com processos os departamentos perdem seu “status quo” e imediatamente nos remetemos-nos à criação de uma cadeia de valores desses processos e a sua reengenharia, muito difundida e pouco conhecida e aplicada.

Desta forma chegamos ao entendimento principal da necessidade dos EP’s que, resumidamente em médio prazo, em decorrência da padronização e redesenho dos processos de negócio e apoio no setor público, empenhará menos funcionários que executarão as mesmas atividades, com melhor qualidade, mais agilidade e especialização no assunto.

A fórmula não é mágica, os governos devem empenhar seus esforços para esse fim, quebrar resistências consideráveis, mudar esta ou aquela legislação, promover a produtividade e meritocracia (produtividade sempre estará junto à meritocracia, e não a politicagem a essa), apartar hierarquicamente os EP’s das repartições, órgãos ou secretarias por ele atendidos farão a diferença que esperamos.

E por onde começar?

Antes de iniciarmos a implantação de um EP em qualquer organização, seja pública ou privada, o primeiro passo é o diagnóstico da gestão; considero o modelo de maturidade COBIT, descrito primeiramente para TI e difundido em todas as áreas, satisfatório às necessidades iniciais para um diagnóstico das organizações públicas.

A partir do diagnóstico concluído o mapeamento dos processos torna-se mais objetivo, pois conheceremos e priorizaremos os processos críticos e direcionaremos esforços para sua otimização e controle.

Independente da metodologia de mapeamento, “Top-Down” (de cima para baixo) ou “Bottom-Up” (de baixo para cima), termos esses extraídos de literatura médica; a decisão é estratégica para o alto escalão da organização e possui prós e contras, onde poderíamos discutir por páginas de argumentações. O certo é que um mapeamento inicial faz-se imprescindível para a criação de um EP e, mediante a qualidade desse trabalho, determinará o tempo de consolidação, gastos e efetividade do escritório desenvolver ferramentas de controle, aprimorar processos e inserir-se na rotina dos servidores.

A estruturação de um EP não segue uma fórmula única, estanque, não é receita de bolo; organizações que possuem EP’s divulgam resultados e não suas estruturas, o “como” fazer; nesse ponto reconhecemos o diferencial de um gerente de processos e constatamos a importância da escolha desse profissional de forma técnica e baseada em conhecimentos e habilidades específicos. Futuramente discutiremos, em outro artigo, requisitos básicos e interessantes para a estruturação de um EP.

Concluímos finalmente que um EP é a engrenagem fundamental na gestão de qualquer organização e no setor público a alavanca de um ciclo completo de melhoria; atualmente legislações garantidoras de livre acesso as informações governamentais dissolvem as couraças que protegem falcatruas e negociatas, só que ainda não é o bastante; precisamos saber de quem cobrar, onde e como exigir um serviço de qualidade e assim, a nova administração pública tornará o Governo dinâmico e transparente perante a Sociedade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O DESAFIO DA MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO PÚBLICA


A fragilidade das relações entre o Serviço Público e a Sociedade, facilmente observada no Brasil, está produzindo efeitos em toda cadeia produtiva e impactando na perda de competitividade do país em relação aos países emergentes (China é o nosso algoz nos dias de hoje).

Impostos cada vez mais pesados e um retorno pífio demonstram a alarmante necessidade de mudança na forma de gerir as atividades (serviços) voltadas ao contribuinte. A cobrança é uma crescente, a informação seu combustível; e pensamos em como exigir soluções (como Sociedade) e resolver os infindáveis problemas (como Gestores Públicos).

Como proposta viável e aplicável, adotada mundialmente pelo setor privado e factível em estruturas governamentais, a implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade, aderente à NBR ISO 9001:2008, certamente é a porta de entrada do Serviço Público no mundo da Normalização.

Podemos afirmar com toda certeza que a ISO 9001, desde seu início, há cerca de 20 anos, é um fator preponderante da globalização e seus efeitos. Unificou o mundo em ambientes privados, Multinacionais movimentam valor equivalente o PIB de países de porte significativo no globo. Demonstrou assim, nesse tempo, sua importância, viabilidade e produziu resultados.

Muitos organismos públicos com seus Sistemas de Gestão, desenvolvidos isoladamente, por esforços pontuais de pequenos grupos de servidores demonstraram resultados significantes e fomentaram o assunto em todas as esferas, sejam municipais, estaduais ou federais.

Estamos vivenciando momentos exponenciais na história da humanidade, o Brasil pode participar como protagonista entre outras nações; ciência e tecnologia promovem condições favoráveis a uma nova era de prosperidade e integração dos povos; todavia a âncora que mantém o navio da evolução estático nesse oceano de possibilidades é a falta de gestão em serviços públicos.

terça-feira, 3 de abril de 2012

SISTEMAS DE GESTÃO ISO 9001 NO SERVIÇO PÚBLICO

Esse é, realmente, um assunto que muitos desconhecem e outros, que tem uma vaga noção, criam mitos (negativos) como justificativa à resistência de sua implementação pois a NBR ISO 9001:2008 pode servir de metodologia para Sistemas de Gestão em qualquer organização pública ou mesmo do terceiro setor. Por organização pública entendam-se Prefeituras, Câmaras, Hospitais, Escolas e Delegacias de Polícia. 

Estamos passando por grandes transformações, muitas delas se devem à globalização e o desenvolvimento de tecnologias da informação (TI) como fonte de conhecimento, abrangência holística e simultânea em todos os continentes. Uma alusão a isso é a teoria do “Efeito Borboleta” onde um fato ocorrido em uma pequena cidade da América do Sul pode gerar resultados potencializados na Europa ou Ásia.
Da mesma forma que a informação é instantânea, ações de desídia, ou mesmo atos corruptos e desmandos no serviço público, tornam as administrações devassáveis e pressionam o setor privado e sociedade em geral a questionamentos sobre suas causas e causadores.
Esse fato não ocorre apenas no Brasil, todas nações e povos estão revendo conceitos sobre a forma de lidar com gastos públicos, um exemplo bem recente é a crise na zona do Euro. É evidente que pacotes de resgate não serão eficazes se os governos não tornarem seus serviços públicos mais eficientes, isso abrange desde políticas de previdência realistas passando pela adoção de uma gestão técnica, controlada e, realmente voltada ao cidadão.
Nesse ponto a adoção de um Sistema de Gestão com a metodologia da ISO 9001 torna-se um instrumento a favor de mudanças significativas no contexto público.
Selos de Certificação dessa ou daquela norma técnica, desse ou daquele prêmio, não são primordiais. O que importa para a mudança de certas culturas perniciosas nas atividades públicas é o efetivo controle de suas atividades (Processos) que, uma vez controlados, por departamento apartado e idôneo, passarão a gerar resultados com a maturação dos Sistemas. 

Outro aspecto relevante é a inserção de metodologia, amplamente difundida no setor privado, que determina ciclos de auditorias para a validação dos processos, para controle de fornecedores (nesse caso, o cidadão, um Tribunal de Contas e até mesmo o Ministério Público poderão requisitar e determinar a realização de uma auditoria na gestão de determinado órgão). 

A padronização dos processos e atividades, definição de indicadores e melhoria contínua dos Sistemas são de grande importância para a sociedade, geram confiabilidade por parte de cada cidadão em relação aos serviços que lhe é devido. Em contrapartida o mapeamento dos processos, somados ao monitoramento desses indicadores, pesquisas específicas com a sociedade sobre seus anseios e reclamações e auditorias em períodos preestabelecidos servem como um painel de controle para Governantes, Contribuintes e Sociedade como um todo. Assim a imagem da repartição burocrática, lenta e ineficiente irá gradativamente entrar para os livros de história, ou estória.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PRIMEIRO ANO DO BLOG


QUERIDOS AMIGOS E COLABORADORES DO BLOG...


PRIMEIRAMENTE GOSTARIA DE AGRADECER A PARTICIPAÇÃO DE TODOS NESTE PRIMEIRO ANO DE BATE PAPO SOBRE ASSUNTOS QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE PARTICIPAM DO COTIDIANO DE CADA UM DE NÓS.


NESSE PERÍODO, PERCEBI QUE O MAIOR INTERESSE NAS CONSULTAS DO NOSSO BLOG FOI O TEMA “SUSTENTABILIDADE”, ALIÁS, FICO MUITO FELIZ AO CONSTATAR ISSO NAS ESTATÍSTICAS DE PESQUISAS, SIGNIFICA UMA CRESCENTE, NÃO MODISMO, MAS UM SENTIMENTO DE RESPONSABILIDADE QUE FLORECE NAS PESSOAS COM MUITA NATURALIDADE.


JÁ VALEU A INICIATIVA DE CRIAÇÃO DESTE BLOG.


OUTRO ASPECTO INTERESSANTE, ACREDITO EU, É O RECONHECIMENTO DE OUTROS CANAIS DE COMUNICAÇÃO NA INTERNET, ESTA SEMANA FORAM PUBLICADOS NO PORTAL DE CONSULTORES DOIS ARTIGOS VINCULADOS AQUI NO BLOG, MELHOR AINDA, CRIARAM NO PORTAL UMA PÁGINA DEDICADA AO TEMA SUSTENTABILIDADE.


BEM, DEIXO AQUI OS LINKS PARA CONSULTA:


INVISTA EM SUSTENTABILIDADE


NEGÓCIOS E A POLÍTICA DOS 3 R's


MINHA APRESENTAÇÃO NO PORTAL


DEIXO MEU CORDIAL ABRAÇO A TODOS.


FRED DOMINGOS

domingo, 29 de maio de 2011

KAIZEN: FOCO NA GESTÃO DE SI PRÓPRIO.


"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro, promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior".
Dalai Lama

É uma palavra japonesa que quer dizer "melhoria contínua".
Outro dia recebi uma história muito interessante, chamada "O Tesouro de Bresa", onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro. 
Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro. Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente começa a prosperar.
Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta. No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.
O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência.
Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar.
Entenda: o processo de melhoria não deve acabar nunca. A acomodação é o maior inimigo do sucesso!!! Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino. "O que você é" acaba sendo muito mais importante do que "o que você tem". A pergunta importante não é "quanto vou ter?", mas sim "no que vou me transformar?". Não é "quanto vou ganhar?", mas sim "quanto vou aprender?". Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje. 
Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos.
O porteiro do meu prédio vem logo à mente. É porteiro desde que o conheço. Passa 8 horas por dia na sua sala, sentado atrás da mesa. Nunca o peguei lendo um livro. Está sempre assistindo à TV, ou reclamando do governo, do salário, do tempo. É um bom porteiro, mas em todos estes anos poderia ter se desenvolvido e hoje ser muito melhor do que é. Continua porteiro, sabendo (e fazendo) exatamente as mesmas coisas que sabia (e fazia) dez anos atrás. Aí reclama que o sindicato não negocia um reajuste maior todos os anos. 
Nunca consegui fazê-lo entender que as pessoas não merecem ganhar mais só porque o tempo passou. Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa.
Produz mais? Vale mais; ganha mais. 
Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa. 
É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro. É só ver o que acontece com o ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos perdem tudo. Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos.
 
Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é. Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: "Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje".
  
Esse deveria ser o foco da sua atenção. Não é preciso saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos.

Melhore 1% todos os dias (o conceito de "kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar. Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente/superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma... o de não mudar: 

"Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve
."

Texto de José Caldas

domingo, 24 de abril de 2011

PORTAL DO EMPREENDEDOR – FORMALIZAÇÃO RÁPIDA E FÁCIL



O Empreendedor Individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um empreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 36.000,00 por ano, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado.
Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilitará a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.
Além disso, o Empreendedor Individual será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).
Pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 60,95 (comércio ou indústria) ou R$ 65,95 (prestação de serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.
Com essas contribuições, o Empreendedor Individual terá acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.
A formalização do Empreendedor Individual será feita pela Internet no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br de forma gratuita. Após o cadastramento, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são obtidos imediatamente. Não é necessário encaminhar nenhum documento à Junta Comercial. Nenhuma cópia de documento precisa ser anexada.

O Empreendedor Individual também poderá fazer a sua formalização com a ajuda de empresas de contabilidade que são optantes pelo Simples Nacional e estão espalhadas pelo Brasil. Essas empresas irão realizar a formalização e a primeira declaração anual sem cobrar nada.

Custos após a formalização

Após a formalização, o empreendedor terá o seguinte custo:
- Para a Previdência: R$ 59,95 por mês (representa 11% do salário mínimo que é reajustado no início de cada ano);
- Para o Estado: R$ 1,00 fixo por mês se a atividade for comércio ou indústria;
- Para o Município: R$ 5,00 fixos por mês se a atividade for prestação de serviços.

Pagamento

O pagamento desses valores será feito por meio de um documento chamado DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional, que é gerado pela Internet.

Esse documento pode ser gerado por qualquer pessoa em qualquer computador ligado à Internet. O pagamento será feito na rede bancária e casas lotéricas, até o dia 20 de cada mês.
Importante

Lembre-se de que toda atividade a ser exercida, mesmo na residência, necessita de autorização prévia da Prefeitura, que nesse caso será gratuita. O SEBRAE é outro parceiro que oferecerá orientação de graça sobre a formalização.
 

terça-feira, 22 de março de 2011

CONHEÇA OS REQUISITOS DA NBR ISO 14001:2004 E TENHA UM LAR SUSTENTÁVEL – PARTE III


Conforme vimos no post anterior, o primeiro passo para adotarmos em nosso lar uma postura sustentável é a identificação dos maiores “Vilões’ da natureza e do nosso bolso e ainda, como percebemos, cada lar possui características e aspectos ambientais com relevâncias diferentes.

Coletadas as informações, tabuladas e valoradas nas tabela disposta na Parte II, passaremos ao momento de definirmos objetivos e estabelecermos Metas.

Segundo a NBR ISO 14001:2004:

4.3.3 – Objetivos, metas e programas:

A organização deve estabelecer, implementar e manter objetivos e metas ambientais documentados, nas funções e níveis relevantes na organização.

Em nosso lar, devemos entender que, objetivos e metas devem ser mensuráveis, possíveis de serem atingidos (exeqüíveis), e coerentes com a realidade da família, incluindo-se os comprometimentos de todos os membros com o que foi acordado.

Ao estabelecer e analisar seus objetivos e metas devemos considerar as medidas mais simples e baratas para a receita doméstica, bem como a conscientização de todos sobre a política dos 3 R’s – Reduzir, Reaproveitar e Reciclar.

Devemos, assim, estabelecer, implementar e manter espécies de programa(s) para atingir esses objetivos através da conclusão de metas.

Esse(s) programa(s) deve(m) incluir:

a) atribuição de responsabilidade dentro do lar para atingirmos os objetivos e metas; lembrem-se que é uma ação coletiva e envolve toda família, e

b) os meios e o prazo no qual eles devem ser atingidos.

Exemplo de uma Tabela de Acompanhamento de Programas:

Aspecto Ambiental- Programa
Prioridade
Descrição de ações tomadas
Objetivo
Meta
Responsável
Prazos
Indicador


































É recomendado que os objetivos e metas sejam específicos e mensuráveis, sempre que possível. Por exemplo, a diminuição no consumo mensal de água, o parâmetro será sempre a conta da Cia de Abastecimento e Saneamento (nesse caso lembrem-se que pagamos em dobro pela água que entra e esgoto que sai). O Objetivo é a economia constante do recurso hídrico (água) e da renda familiar também, já as metas serão mensais e pautadas pela diminuição gradual no consumo.

A criação e o uso de um ou mais programas são importantes para a implementação bem-sucedida de um sistema da gestão ambiental em nosso lar. É recomendado que cada programa descreva como os objetivos e metas serão atingidos. Por exemplo, programa de diminuição no consumo de energia elétrica, diminuição no consumo de água, coleta seletiva e destinação adequada de recicláveis, etc.

Observem que em todos os programas podemos identificar os três requisitos da Sustentabilidade, ou seja, responsabilidade social, econômica e ambiental.

Bem, após desenvolvidos os programas, cabe a sua manutenção, responsabilidade essa de toda a família, a qual será diretamente beneficiada.

Meus amigos, termino essa série de 3 Posts desejando que o pouco descrito aqui gere a curiosidade, e a curiosidade gere pesquisa e a pesquisa ação; isso é evolução e a melhoria só existe oriunda desse processo.

Seu bolso agradecerá; a Natureza já nos agradece. Todos os dias, nos possibilitando continuar nossa jornada e das gerações futuras também.

Muita paz e consciência a todos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CONHEÇA OS REQUISITOS DA NBR ISO 14001:2004 E TENHA UM LAR SUSTENTÁVEL – PARTE II


Conforme vimos no post anterior:

Aspecto Ambiental é Toda e qualquer situação gerada pelo ser humano que interaja com o Meio Ambiente, como por exemplo, a utilização de recursos em nosso lar, água, luz e o acúmulo de detritos (lixo) que obrigatoriamente será lançado em algum aterro sanitário, entre outros;

Segundo a NBR ISO 14001:2004, o início da implantação de um Sistema de Gestão Ambiental deve pautar-se de planejamento necessário, viabilizando tempo e custo para a empreitada. Assim sendo, nosso lar necessita antes mesmo de ações voltadas a preservação e diminuição de consumo, da realização de um breve planejamento sobre os aspectos ambientais encontrados e as nossas reais necessidades.

Um bom início seria a divisão de nossa casa em setores, cada cômodo pode ser encarado separadamente; todavia não esqueça nenhuma parte da casa, como quintal, garagem, banheiro, etc.

Partindo dessa divisão, analise cada cômodo e todos os aspectos ambientais que interagem no seu interior: consumo de energia e água, descarte de materiais recicláveis no lixo, consumo de papel, utilização de agentes químicos na limpeza ou outra atividade, tipo de lâmpadas no cômodo, descarte de líquidos e sólidos em pias e ralos, etc.

Crie uma planilha bem simples, voltada para as anotações dos aspectos ambientais detectados, como o exemplo abaixo:

LOCAL
Cozinha
Aspecto
Condições
Quantidade
Freqüência
Custo
Resultado
Cons.Energia
1
1
3
2
10
Cons. Água
3
3
2
2
16
Óleo Vegetal
1
2
1
1
4






  
Para cada aspecto devemos considerar as variantes acima e classificá-las com valores de 1 a 3, ou seja:
  
Valor/Aspecto
Valores
Condições
*Quantidade
Freqüência
Custo
Muito
3
Emergencial
Acima de X
Sempre
Alto
Moderado
2
Anormal
X
As vezes
Médio
Pouco
1
Normal
Abaixo de X
Nunca
Baixo
* O valor de X é determinado pelo avaliador em relação ao consumo médio da residência.

Finalmente, devemos resolver a equação para cada aspecto detectado:
(Condições + Quantidade + Freqüência) X Custo

Exemplo: O aspecto Consumo de Água, devido a um vazamento, em Condições, devido a emergência, o valor será 3; a Quantidade certamente estará acima da média, e seu valor será 3; a Freqüência de utilização é média e seu valor 2; e finalmente, o Custo é médio e seu valor será 2. Montada a equação: (3+3+2)X2=16, ou seja, o valor do Aspecto “Consumo de Água” é 16.

No Campo Resultado Assinale o resultado atingido por cada um dos aspectos identificados; realize a identificação de todos os aspectos mensuráveis em todos os locais da residência; certamente parecerá cansativo, mas em pouco tempo você terá um diagnóstico eficiente e constatará quem são os maiores vilões do seu bolso e da natureza.

No próximo “post” analisaremos os resultados obtidos sobre a identificação dos Aspectos Ambientais que mais impactam em nossas residências e estipularemos metas a serem cumpridas.