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sábado, 7 de março de 2015

TENDÊNCIA PARA 2015 - LOGÍSTICA REVERSA

Ao tratarmos desse tema, ou tendência, para os próximos anos, é interessante entendermos sua definição mais básica, ou seja:

Logística inversa ou Logística reversa é a área da logística que trata, genericamente, do fluxo físico de produtos, embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até ao local de origem. (Dias, 2005, p. 205).

Os processos de logística reversa existem há tempos; entretanto, não eram tratados e denominados como tal e sua abordagem era, de certa forma, muito pontual e não sistêmica, sem preceitos de sustentabilidade, visando apenas retorno financeiro. Como exemplos o retorno das garrafas (vasilhame) e a coleta de lixos e resíduos recicláveis, primeiramente por “catadores” e em novo momento por cooperativas.

Atualmente é uma preocupação constante para todas as empresas e organizações públicas e privadas, tendo quatro grandes pilares de sustentação:

1- conscientização dos problemas ambientais;
2- sobrecarga dos aterros;
3- escassez de matérias-primas;
4- políticas e a legislação ambiental.

A logística reversa aborda as questões que envolvem a recuperação de produtos ou parte destes, embalagens, materiais, dentre outros, desde o ponto de consumo até o local de origem ou de deposição em local seguro, com o menor risco ambiental possível. Assim, a logística reversa trata de um tema bastante sensível e muito oportuno, em que o desenvolvimento sustentável e as políticas ambientais são temas de relevo na atualidade.

Alguns setores da indústria (pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos) têm a responsabilidade pelo descarte final de seus produtos. A partir de 2014, os fabricantes devem gerenciar a retirada dos itens que o consumidor descartar e dar a esses produtos o destino correto, em parceria com governos e com o varejo.

Nesse momento entram as transportadoras, empresas de reciclagem e de destruição certificada. Segundo o Conselho de Logística Reversa do Brasil, o setor movimenta R$ 18 bilhões anuais e deve crescer até 2015, data limite para os fabricantes se enquadrarem.


Estamos atravessando (no Brasil, principalmente) um momento crítico para a política, gerando sérios transtornos à economia. Momento de repensarmos sobre muitas convicções que, atualmente, tem fragilidade de sustentação; programas assistencialistas não terão sua vez a partir do momento em que o colapso financeiro é eminente. 

A crise bateu à porta e precisamos recriar (além de um novo país) formas e processos produtivos e a “hora” é agora. Muitas pessoas farão desse limão uma limonada! 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A IMPORTÂNCIA DE ESCRITÓRIOS DE PROCESSOS NA RENOVAÇÃO DA GESTÃO PÚBLICA


Antes de iniciar as argumentações sobre a benéfica do novo paradigma dos Escritórios de Processos no setor público faz-se necessário, de antemão, defini-los:

Escritórios de Processos (chamaremos doravante de EP) tem como objetivo promover a otimização de processos de apoio e realização (negócio), além de produzir um terceiro grupo de processos, ou seja, desenvolver e gerenciar processos de controle; por meio de técnicas e  metodologias no mapeamento, análise e melhoria dos  processos, galgado sempre na excelência na prestação de serviços à sociedade.

Definição apresentada, percebemos que a estruturação de um EP em um estabelecimento público criará uma nova figura pública, o Gerente de Processos, que para a execução de suas atividades deverá possuir competências, habilidades e atitudes específicas para a função; sem falar no mínimo esperado e determinado pelos princípios do direito administrativo, como a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

A primeira impressão que temos é a de que, com a criação de EP’s, o quadro do funcionalismo será ainda mais inchado (olha esse oportunista criando novo cargo); todavia, em uma ponderação mais profunda e técnica, podemos concluir que uma das funções dos escritórios (descrita acima) é a racionalização de processos. Esqueçamos-nos dos departamentos, pois quando lidamos com processos os departamentos perdem seu “status quo” e imediatamente nos remetemos-nos à criação de uma cadeia de valores desses processos e a sua reengenharia, muito difundida e pouco conhecida e aplicada.

Desta forma chegamos ao entendimento principal da necessidade dos EP’s que, resumidamente em médio prazo, em decorrência da padronização e redesenho dos processos de negócio e apoio no setor público, empenhará menos funcionários que executarão as mesmas atividades, com melhor qualidade, mais agilidade e especialização no assunto.

A fórmula não é mágica, os governos devem empenhar seus esforços para esse fim, quebrar resistências consideráveis, mudar esta ou aquela legislação, promover a produtividade e meritocracia (produtividade sempre estará junto à meritocracia, e não a politicagem a essa), apartar hierarquicamente os EP’s das repartições, órgãos ou secretarias por ele atendidos farão a diferença que esperamos.

E por onde começar?

Antes de iniciarmos a implantação de um EP em qualquer organização, seja pública ou privada, o primeiro passo é o diagnóstico da gestão; considero o modelo de maturidade COBIT, descrito primeiramente para TI e difundido em todas as áreas, satisfatório às necessidades iniciais para um diagnóstico das organizações públicas.

A partir do diagnóstico concluído o mapeamento dos processos torna-se mais objetivo, pois conheceremos e priorizaremos os processos críticos e direcionaremos esforços para sua otimização e controle.

Independente da metodologia de mapeamento, “Top-Down” (de cima para baixo) ou “Bottom-Up” (de baixo para cima), termos esses extraídos de literatura médica; a decisão é estratégica para o alto escalão da organização e possui prós e contras, onde poderíamos discutir por páginas de argumentações. O certo é que um mapeamento inicial faz-se imprescindível para a criação de um EP e, mediante a qualidade desse trabalho, determinará o tempo de consolidação, gastos e efetividade do escritório desenvolver ferramentas de controle, aprimorar processos e inserir-se na rotina dos servidores.

A estruturação de um EP não segue uma fórmula única, estanque, não é receita de bolo; organizações que possuem EP’s divulgam resultados e não suas estruturas, o “como” fazer; nesse ponto reconhecemos o diferencial de um gerente de processos e constatamos a importância da escolha desse profissional de forma técnica e baseada em conhecimentos e habilidades específicos. Futuramente discutiremos, em outro artigo, requisitos básicos e interessantes para a estruturação de um EP.

Concluímos finalmente que um EP é a engrenagem fundamental na gestão de qualquer organização e no setor público a alavanca de um ciclo completo de melhoria; atualmente legislações garantidoras de livre acesso as informações governamentais dissolvem as couraças que protegem falcatruas e negociatas, só que ainda não é o bastante; precisamos saber de quem cobrar, onde e como exigir um serviço de qualidade e assim, a nova administração pública tornará o Governo dinâmico e transparente perante a Sociedade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O DESAFIO DA MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO PÚBLICA


A fragilidade das relações entre o Serviço Público e a Sociedade, facilmente observada no Brasil, está produzindo efeitos em toda cadeia produtiva e impactando na perda de competitividade do país em relação aos países emergentes (China é o nosso algoz nos dias de hoje).

Impostos cada vez mais pesados e um retorno pífio demonstram a alarmante necessidade de mudança na forma de gerir as atividades (serviços) voltadas ao contribuinte. A cobrança é uma crescente, a informação seu combustível; e pensamos em como exigir soluções (como Sociedade) e resolver os infindáveis problemas (como Gestores Públicos).

Como proposta viável e aplicável, adotada mundialmente pelo setor privado e factível em estruturas governamentais, a implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade, aderente à NBR ISO 9001:2008, certamente é a porta de entrada do Serviço Público no mundo da Normalização.

Podemos afirmar com toda certeza que a ISO 9001, desde seu início, há cerca de 20 anos, é um fator preponderante da globalização e seus efeitos. Unificou o mundo em ambientes privados, Multinacionais movimentam valor equivalente o PIB de países de porte significativo no globo. Demonstrou assim, nesse tempo, sua importância, viabilidade e produziu resultados.

Muitos organismos públicos com seus Sistemas de Gestão, desenvolvidos isoladamente, por esforços pontuais de pequenos grupos de servidores demonstraram resultados significantes e fomentaram o assunto em todas as esferas, sejam municipais, estaduais ou federais.

Estamos vivenciando momentos exponenciais na história da humanidade, o Brasil pode participar como protagonista entre outras nações; ciência e tecnologia promovem condições favoráveis a uma nova era de prosperidade e integração dos povos; todavia a âncora que mantém o navio da evolução estático nesse oceano de possibilidades é a falta de gestão em serviços públicos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

RIO+20 - POR ENQUANTO NADA...


A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, está sendo realizada desde 13 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro e assim marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá (acredito que essa é uma opção muito remota se considerarmos apenas os avanços do G77) contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.

A Conferência terá dois temas principais: 

A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e

A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

Cabe salientar que muito do acordado na Rio92 sequer saiu do papel e o rumo das negociações na Rio+20 estão tomando caminhos indesejáveis. A Rio+20 será composta por três momentos. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais (G77) para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência.

O encontro de quinta-feira à noite (14 de junho), destinado a relatar os avanços, teve clima de pessimismo. Praticamente todos os grupos relataram lentidão nas negociações e não puderam demonstrar avanços efetivos. Nenhum progresso foi feito, por exemplo, nos parágrafos que tratam de comércio internacional. Os países em desenvolvimento buscam se resguardar de eventuais medidas protecionistas dos países desenvolvidos através de ferramentas ambientais, como a economia verde. Além disso, esperam contar com maior comprometimento em termos de recursos financeiros para a promoção do desenvolvimento sustentável. Os confrontos também se dão em torno do princípio de responsabilidades diferenciadas, segundo o qual os países que mais contribuíram para a degradação ambiental têm uma conta maior a pagar. 

Ao final da sessão, o copresidente Kim Sook não confirmou o prolongamento das negociações, que deveriam terminar nesta sexta-feira, mas afirmou que o Brasil deve mesmo assumir o comando a partir de a meia-noite de hoje. "Não escutem a rumores. Não falamos nada sobre isso (prolongamento das negociações). O que é claro, e temos confirmação, é que o Brasil vai assumir e o mandato se conclui amanhã. Isso é tudo o que posso dizer", afirmou.

Após essa etapa de negociações (se podemos considerar algum tipo de negociação) entre o G77, nos dias 16  a 19 de junho, serão programados os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável. De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

Gostaria de deixar um pensamento tão antigo quanto a história do homem e que, mesmo hoje, ilustra a ineficiência dos congressistas que representam os interesses do Planeta e da Humanidade (eu acredito em interesses corporativos) na Rio+20 e, por ironia, predito por um filósofo Grego (e o que será da Grécia por estes dias?) que, certamente, está revirando-se no túmulo.

“Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo.”
PLATÃO
                                                                          
   Fonte: www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20
                                                                veja.abril.com.br/tema/rio-20


terça-feira, 1 de maio de 2012

DEZ PROFISSÕES EM ALTA PARA 2012 E ALÉM


Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro de 2012 confirma a expectativa de contratação para os próximos anos baseada no aquecimento do mercado e aumento significativo na oferta de trabalho qualificado.

De acordo com o estudo, quem  deve liderar as contratações no país, além da área da engenharia, é o segmento do comercio, que atualmente é o principal empregador de uma economia que caminha cada vez mais em direção ao setor de serviços, dizem especialistas.
Em 2011 as empresas nacionais obtiveram êxito em estabilizar sua situação financeira e, a partir deste ano, estão buscando entregar resultados, como maximizar os lucros, algo que se reflete no perfil das contratações e para isso, as companhias brasileiras estão elevando suas exigências. Segundo o relatório da Firjan, 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Já para mais da metade delas, o diploma universitário é indispensável, inclusive, para profissionais de nível médio/técnico.
O estudo aponta a demanda crescente para as seguintes profissões:
1) Engenheiro de Petróleo  ganha (em média): R$ 14.000

 É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando uma maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente. Com a descoberta do pré-sal, a profissão ganhou 'alma' própria - e é oferecida, hoje, como curso de graduação nas principais universidades do país.

2) Engenheiro de mobilidade ganha (em média): R$ 12.000

Supervisiona grandes obras de infra-estrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

3) Engenheiro ambiental e sanitário ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 12.000

Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos ciosos de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

4) Médico do Trabalho ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 16.000

Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

5) Gerente de Recursos Humanos ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 14.000

É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos. Antes subestimada, a profissão saiu do limbo e conquistou importância à medida que as empresas perceberam a necessidade de reter bons profissionais face à concorrência.

6) Controller  ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 20.000

Analisa e interpreta as informações contábeis das empresas de forma a reduzir perdas e maximizar o lucro, utilizando, para isso, conhecimentos avançados de administração. Atua no "centro nervoso" da companhia, relacionando os campos da contabilidade e da administração.

7) Advogado de contratos ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 14.000

Analisa e redige contratos. É uma das áreas do Direito que mais tem crescido, acompanhando a escalada das fusões e aquisições de empresas no Brasil.

8) Gerente comercial/vendas ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 18.000

É responsável pelo planejamento e controle das vendas, desde a saída dos produtos da fábrica até a chegada à casa dos consumidores. Cada vez mais disputado pelas empresas, precisa ser bem relacionado e carismático, com conhecimentos avançados de administração e marketing.

9) Biotecnologistas ganha (em média): R$ 4.000 a R$ 5.000

Pesquisa a criação, melhoria e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia. Na área da microbiologia, pode atuar na produção de vacinas. É cada vez mais requisitado por indústrias, cientes da necessidade da otimização da cadeia produtiva.

10) Técnico em Sistemas de Informação ganha (em média): R$ 2.000 a R$ 3.000

Profissional de nível médio, é responsável por criar e analisar os sistemas de armazenamento e coleta de dados de uma companhia.

Então... Bons estudos!!!

Fonte: http://economia.terra.com.br/noticias

terça-feira, 3 de abril de 2012

SISTEMAS DE GESTÃO ISO 9001 NO SERVIÇO PÚBLICO

Esse é, realmente, um assunto que muitos desconhecem e outros, que tem uma vaga noção, criam mitos (negativos) como justificativa à resistência de sua implementação pois a NBR ISO 9001:2008 pode servir de metodologia para Sistemas de Gestão em qualquer organização pública ou mesmo do terceiro setor. Por organização pública entendam-se Prefeituras, Câmaras, Hospitais, Escolas e Delegacias de Polícia. 

Estamos passando por grandes transformações, muitas delas se devem à globalização e o desenvolvimento de tecnologias da informação (TI) como fonte de conhecimento, abrangência holística e simultânea em todos os continentes. Uma alusão a isso é a teoria do “Efeito Borboleta” onde um fato ocorrido em uma pequena cidade da América do Sul pode gerar resultados potencializados na Europa ou Ásia.
Da mesma forma que a informação é instantânea, ações de desídia, ou mesmo atos corruptos e desmandos no serviço público, tornam as administrações devassáveis e pressionam o setor privado e sociedade em geral a questionamentos sobre suas causas e causadores.
Esse fato não ocorre apenas no Brasil, todas nações e povos estão revendo conceitos sobre a forma de lidar com gastos públicos, um exemplo bem recente é a crise na zona do Euro. É evidente que pacotes de resgate não serão eficazes se os governos não tornarem seus serviços públicos mais eficientes, isso abrange desde políticas de previdência realistas passando pela adoção de uma gestão técnica, controlada e, realmente voltada ao cidadão.
Nesse ponto a adoção de um Sistema de Gestão com a metodologia da ISO 9001 torna-se um instrumento a favor de mudanças significativas no contexto público.
Selos de Certificação dessa ou daquela norma técnica, desse ou daquele prêmio, não são primordiais. O que importa para a mudança de certas culturas perniciosas nas atividades públicas é o efetivo controle de suas atividades (Processos) que, uma vez controlados, por departamento apartado e idôneo, passarão a gerar resultados com a maturação dos Sistemas. 

Outro aspecto relevante é a inserção de metodologia, amplamente difundida no setor privado, que determina ciclos de auditorias para a validação dos processos, para controle de fornecedores (nesse caso, o cidadão, um Tribunal de Contas e até mesmo o Ministério Público poderão requisitar e determinar a realização de uma auditoria na gestão de determinado órgão). 

A padronização dos processos e atividades, definição de indicadores e melhoria contínua dos Sistemas são de grande importância para a sociedade, geram confiabilidade por parte de cada cidadão em relação aos serviços que lhe é devido. Em contrapartida o mapeamento dos processos, somados ao monitoramento desses indicadores, pesquisas específicas com a sociedade sobre seus anseios e reclamações e auditorias em períodos preestabelecidos servem como um painel de controle para Governantes, Contribuintes e Sociedade como um todo. Assim a imagem da repartição burocrática, lenta e ineficiente irá gradativamente entrar para os livros de história, ou estória.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

GESTÃO DE MUDANÇAS E TRANSIÇÃO

Os termos podem ter conotações semelhantes, todavia, quando ingressamos no tema de Gestão Corporativa, suas características são muito díspares.

Para o entendimento dessas diferenças, aparentemente sutis, precisamos de alguma base conceitual e princípios contemporâneos de gestão:

Gestão de mudança é uma área de estudo em administração que possui o enfoque na necessidade de constante adaptação das organizações contemporâneas; as quais são dotadas de paradigmas que fazem parte de sua cultura organizacional, esses paradigmas são comuns e regem o comportamento das pessoas, resultando muitas vezes no estabelecimento de culturas burocráticas e funcionais, as quais exigem uma atitude inovadora e eficiente. A intensidade e a volatilidade das pressões internas e externas impõem esses desafios para as empresas, fomentando a necessidade real da mudança e assim, a quebra de paradigmas.

Idalberto Chiavenato¹ afirma que “quem sempre viveu em empresas imutáveis e estáticas, fechadas e herméticas, onde as coisas não mudam, nunca aprenderá a mudar e a inovar”. Sendo assim, compete ao Gestor (nível gerencial) munido de perfil, competência e motivação encaminhar a equipe no sombrio e inglório “Vale das Mudanças”, demonstrando sua eficiência com o mínimo de resistência.

Gestão de transição compreende o desdobramento gerado pela mudança, ou seja, enquanto a mudança é a saída do ponto “A” e chegada ao ponto “B” em termos de Gestão Estratégica; a transição é a estrada percorrida de ponto a ponto, é formada pelo alinhamento de políticas estratégicas as metas gerenciais e resultados operacionais, uma espécie de sintonia fina da Organização.

Segundo Dino Mocsányi², em seu Artigo “Administração de Transições”, para compreender a vivência psicológica que as transições causam, deve-se compreender primeiro que estas se compõem, basicamente, de três fases: a conclusão, ou “fim” da situação ou fase anterior, uma transição em si, do “velho” para o “novo”, que podemos chamar de “região neutra”, na qual o “velho” já ficou para trás e o “novo” ainda não chegou, e o “reinício” de uma nova fase.

Atualmente um dos principais fatores de sucesso para Projetos em Organizações em todos os níveis, desde uma MPE às gigantes Multinacionais, em Escopo que gere mudanças significativas, esbarra na comunicação interna entre os níveis de autoridade, que é diretamente proporcional ao número de escalas hierárquicas; quanto maior mais interferência na comunicação entre o Estratégico ao Operacional; podemos comparar a brincadeira do “telefone sem fio”.

A velocidade da evolução de TI está impactando diretamente na planificação das estruturas burocráticas das organizações, tudo está ligado em tempo real e, assim sendo, Corporações com modelos obsoletos e pesados estão sendo “empurradas” aos processos de mudança, investindo pesado na Reengenharia de Processos e, mais recentemente, em BPR - Business Process Reengineering, objetivando melhoria de desempenho com base em processos otimizados, com versões atualizadas em curtos espaços de tempo.

Todavia uma pequena parcela percebeu a importância de gerir com seriedade a transição paralelamente às mudanças, quebrar paradigmas e investir na capacitação e aperfeiçoamento de seu capital humano, empreendendo um ritmo de equilíbrio entre a melhoria dos processos e a capacitação e, principalmente, conscientização e motivação de seus colaboradores.

Fica a reflexão: Processos não são nada sem pessoas; pessoas mudam processos em Organizações sérias, responsáveis e sustentáveis; o contrário pode ser “um tiro no pé”.

Notas:
1. CHIAVENATO, I. Os novos paradigmas. São Paulo, pag. 251: Atlas, 2000
2. MOCSÁNY, D. Portal Consultores. www.consultores.com.br/artigos.asp?cod_artigo=16

domingo, 29 de maio de 2011

KAIZEN: FOCO NA GESTÃO DE SI PRÓPRIO.


"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro, promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior".
Dalai Lama

É uma palavra japonesa que quer dizer "melhoria contínua".
Outro dia recebi uma história muito interessante, chamada "O Tesouro de Bresa", onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro. 
Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro. Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente começa a prosperar.
Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta. No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.
O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência.
Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar.
Entenda: o processo de melhoria não deve acabar nunca. A acomodação é o maior inimigo do sucesso!!! Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino. "O que você é" acaba sendo muito mais importante do que "o que você tem". A pergunta importante não é "quanto vou ter?", mas sim "no que vou me transformar?". Não é "quanto vou ganhar?", mas sim "quanto vou aprender?". Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje. 
Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos.
O porteiro do meu prédio vem logo à mente. É porteiro desde que o conheço. Passa 8 horas por dia na sua sala, sentado atrás da mesa. Nunca o peguei lendo um livro. Está sempre assistindo à TV, ou reclamando do governo, do salário, do tempo. É um bom porteiro, mas em todos estes anos poderia ter se desenvolvido e hoje ser muito melhor do que é. Continua porteiro, sabendo (e fazendo) exatamente as mesmas coisas que sabia (e fazia) dez anos atrás. Aí reclama que o sindicato não negocia um reajuste maior todos os anos. 
Nunca consegui fazê-lo entender que as pessoas não merecem ganhar mais só porque o tempo passou. Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa.
Produz mais? Vale mais; ganha mais. 
Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa. 
É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro. É só ver o que acontece com o ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos perdem tudo. Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos.
 
Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é. Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: "Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje".
  
Esse deveria ser o foco da sua atenção. Não é preciso saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos.

Melhore 1% todos os dias (o conceito de "kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar. Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente/superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma... o de não mudar: 

"Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve
."

Texto de José Caldas

domingo, 1 de maio de 2011

A INOVAÇÃO VEM DO CORAÇÃO


Para tudo na vida sempre teremos duas escolhas, em casa ou no trabalho, em sociedade ou no seio da família, todo impasse terá inúmeros desdobramentos, mas apenas dois meios possíveis; poderemos encarar o problema e resolvê-lo através da eliminação de sua causa, ou paliativamente fugir, deixar que o “tempo” se encarregue de resolvê-lo, e quando muito “enxugar gelo” com a administração empírica dos efeitos.


Estamos em um momento de transição nunca antes enfrentado, em um bom sentido para os espíritos aventureiros, não tão bom aos derrotados de plantão; todavia, a afirmação é unânime, estamos passando por momentos de ajustes severos em todos os níveis da sociedade, na família e no próprio ser individual.


Seria lógico imputar à mente humana o fator de solução aos desafios contemporâneos, afinal quem pode solucionar nossos problemas, encaminhar nosso barquinho chamado vida a um “porto seguro.” Parece óbvio, mas não é...


Quando afirmamos que a mente pode levar-nos a todas soluções necessárias ao bom desenvolvimento em nossos relacionamentos pessoais, trabalho e até dilemas pessoais, esquecemos que nossa mente só consegue resolver problemas que já foram enfrentados antes e, com base em aspectos lógicos e confrontação de situações, chegamos as soluções possíveis.


Só uma questão:


-Estamos encarando situações comuns e freqüentemente enfrentadas por cada um de nós?


Acredito que não, as Instituições estão mudando, os executivos estão mudando, nossos filhos estão mudando, nossos relacionamentos estão mudando, os governos estão mudando, nada é como era a poucos (pouquíssimos) anos.


Agora voltamos ao primeiro parágrafo, sim, pois no momento em que nossa razão (entenda a nossa mente) se depara com algo novo, somos tomados pelo MEDO, e a decorrência disso é trágica, pois escolheremos sempre a segunda forma de solucionar determinados problemas; ou seja, nos preocupamos com o efeito, nos iludimos e “enxugamos gelo” acreditando que tivemos uma saída genial, nos fechamos para as opiniões de amigos e familiares, passamos a ser cada vez mais individualistas.


Gostaria de deixar alguns conceitos deixados por Willian Edward Deming, principalmente verificados em seu livro “A Nova Economia”, que já nas décadas de 40 e 50 já projetavam as mudanças que nos dias de hoje seriam inevitáveis; pautado em 14 pontos principais necessários a evolução da Escola, do Governo e das Organizações, sendo assim deixo os que considero pertinentes ao assunto:


Livrar-se do Medo


Deve ser encorajada a comunicação entre todos e outros meios para eliminar o medo que possa permear a organização de forma que todos possam trabalhar efetivamente e de forma mais produtiva para a organização.


Quebrar barreiras


Devem ser eliminadas as barreiras entre Organizações, departamentos e pessoas.  As pessoas em áreas diferentes, como operacional, manutenção, administração, possam trabalhar em equipe para enfrentar problemas que possam ser encontrados na organização, na família, no Governo, etc. Devemos desenvolver relacionamentos considerados “quânticos” entre as pessoas, afinal fazemos parte de um organismo vivo chamado sociedade.


Eliminar as exortações


Acabar com o uso de slogans, posters e exortações para os trabalhadores, para os elementos da família em detrimento de outro.  Tais exortações apenas criam relações conflituosas; o grosso das causas da baixa produtividade e baixa qualidade em Organizações, desajustes familiares e graves desvios de conduta em nossas escolas, estão no sistema adotado atualmente para um pseudo reconhecimento de mérito.


Encorajar a educação


Criar um programa vigoroso de educação e encorajar o auto-desenvolvimento de cada um.  O que uma Organização precisa não é apenas de bons empregados, ela precisa de bons empregados que estejam melhorando com a educação.  O maior bem a ser deixado a nossos filhos é o que ninguém pode roubar, o conhecimento. Melhorias comportamentais tem a sua raiz no conhecimento.


Analisando essas afirmações percebemos que a mente nunca seria capaz de chegar às soluções acima encontradas, a mente gera o medo a cada momento, e hoje o que menos precisamos é de mais medo; a competitividade é fruto da lógica humana, nos encaramos como inimigos potenciais, precisamos de colaboração, e assim cresceremos em outro patamar de evolução, sem competitividade, sem exortações e educando as novas gerações, ensinando a ouvirem mais o coração.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O PAÍS PRECISA DE LÍDERES E NÃO CHEFES

Por Maria Inês Felippe

O tema liderança requer novos paradigmas. Além disso, tem sido tema de grande preocupação entre empresários brasileiros. O que faz uma empresa ser bem-sucedida e outra menos, sendo que ambas possuem tecnologia e produtos que podem ser equiparados? As respostas são as mais diversas, porém a mais comum é a que se refere às pessoas que compõem as organizações e, conseqüentemente, os processos de liderança.

Com todas as mudanças que ocorrem, percebemos a importância do líder servindo como âncora da equipe, um radar que dá a direção a ser seguida, buscando o sucesso e a eficácia organizacional e dificultando o seu fracasso. Para isso, torna-se necessário estabelecer uma nova postura na relação líder/ subordinado, através de uma nova postura, uma vez que a anterior já não fazia mais efeito, leva ao comprometimento e desenvolvimento das pessoas, fazendo com que o funcionário vista a camisa da empresa.

Hoje o líder dever ser um Empreendedor e deve se utilizar da liderança criativa para obter resultados satisfatórios.

Como será que estão os nossos líderes?

Pelo que podemos observar temos muito a desenvolver. Para concretizar tal cenário, começando de nós mesmos. Lembre- se que os líderes atuais são oriundos de uma sociedade, onde as empresas eram bastante paternalistas, autoritária, ditavam as regras do jogo. Eles eram apenas intermediários, nomeados pela organização, que faziam as determinações a serem seguidas à risca. Mas será que eles estão preparados para atuar de forma diferenciada? E como estão as pessoas que eles lideram?

A liderança criativa parte da seguinte seqüência:

● Liderança de si mesmo: os líderes devem ser independentes.
● Liderança da equipe: aproveitar as características e o potencial do grupo e desenvolvê-los.
● Liderança organizacional: liderança total.

Entende-se como Liderança criativa como a maneira de pensar, sentir e atuar, de forma visionária, futurista e pró-ativa.

O líder é acima de tudo aquela pessoa que todos querem seguir, devendo ser também um bom ouvinte.Muitos líderes baseiam-se em outros, porém, cada situação demanda um tipo de liderança. A liderança é mais que uma arte, é uma técnica que pode ser assimilada, aperfeiçoada e adaptada.

Assim, podemos perceber que os líderes, baseiam-se em outros líderes, para comporta-se de determinada forma. No entanto, podemos ser líderes em uma situação e seguidores em outras.

O fato de sermos líderes de sucesso em determinada situação não significa que teremos sempre líderes com êxito. A eficácia de uma liderança depende da situação, do grupo, dos seguidores e do próprio líder.

A liderança eficaz consiste em diagnosticar o nível em que se encontra o subordinado e aplicar nele um estilo de acordo com o seu grau de maturidade e envolvimento no projeto. 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PROFISSÕES DE UM FUTURO NÃO DISTANTE


Previsões para tendência na criação e extinção de qualquer profissão, ainda mais nos dias de hoje, baseando-se no fato que a informação é instantânea, sempre estará arraigada no campo fértil das suposições.  Apesar de o assunto referir-se ao que há de consensual nas opiniões dos especialistas quanto ao futuro das profissões e do mercado de trabalho, a primeira constatação, após a consulta a mais de uma centena de fontes, é que não há nenhum consenso sobre esse assunto.

Duas correntes, bem distintas, ou mesmo antagônicas, são formadas a partir do mesmo contexto: Velocidade da informação. Encontramos os pessimistas que acreditam em um futuro incerto e sombrio, onde grande parte da população ficará desempregada ou subempregada devido às necessidades de especializações não supridas pelas escolas e cursos convencionais. Em contrapartida, alguns apostam em um futuro radiante, com oportunidades crescentes e a ociosidade sendo valorizada cada vez mais.

Acredito que devemos considerar ambas as hipóteses quanto às incertezas do futuro, devemos acompanhar as tendências e encarar as infinitas possibilidades de análises baseadas em cenários altamente voláteis, ou seja, há apenas uma certeza: empregos e profissões mudarão muito nas próximas décadas.

Mais que um fato, o paradoxo dessa época em que as taxas de desemprego aumentam em todo o mundo, é que as empresas apresentam, cada vez mais, uma carência crônica de mão-de-obra especializada, e o motivo já é conhecido; falta formação na velocidade e, principalmente, com a qualidade que a demanda necessita.

Partindo dessa problemática, o perfil do novo profissional não está mais forjado por currículos longos e repletos de cursos, muitas vezes, irrelevantes; sendo assim, o profissional do futuro deverá ser qualificado a partir do conhecimento gerado com experiências específicas e aprofundado em determinado assunto, autodidata em técnicas, que de tão contemporâneas, serão testadas e validadas na mesma velocidade da evolução tecnológica de bens e reestruturação na prestação de serviços. O lema será a pro atividade, não aquela muito difundida na terminologia de qualidade, mas em um sentido pessoal, a vontade de criar um ambiente propício a evolução dentro do conhecimento, um crescimento pessoal e de consciência.


Alguns setores, os quais reputo, de maior probabilidade de crescimento para as próximas décadas:

·         Informática;
·         Saúde;
·         Meio Ambiente;
·         Turismo, lazer e entretenimento
·         Biotecnologia;
·         Gestão por Processos e de Pessoas;
·         Tecnologia da Informação;
·         Terceiro Setor;
·         Educação a Distância.

domingo, 5 de dezembro de 2010

PRECISA-SE DE LOUCOS

Por Madalena Carvalho



De loucos uns pelos outros! Que em seus surtos de loucura espalhem alegria; com habilidades suficientes para agir como treinadores de um mundo melhor, que olhem a ética, respeito às pessoas e responsabilidade social não apenas como princípios organizacionais, mas como verdadeiros compromissos com o Universo.

Precisa-se de loucos de paixão, não só pelo trabalho, mas principalmente por gente, que vejam em cada ser humano o reflexo de si mesmo, trabalhando para que velhas competências dêem lugar ao brilho no olhar e a comportamentos humanizados.

Precisa-se de loucos de coragem para aplicar a diversidade em suas fileiras de trabalho, promovendo igualdade de condições sem reservas, onde as minorias possam ter seu lugar, em um ambiente de satisfação e crescimento pessoal, independente do tamanho do negócio, segmento ou origem do capital.

Precisa-se de loucos visionários que, além da prospecção de cenários futuros, possam assegurar um novo amanhã, criando estratégias de negócios que estejam intrinsecamente ligadas às estratégias das pessoas.

Precisa-se de loucos por novas tendências, mas que caminhem na contramão da história, ouvindo menos o que os gurus têm a dizer sobre mobilidade de capitais, tecnologia ou eficiência gerencial e ouvindo mais seus próprios corações.

Precisa-se de loucos poliglotas que não falem inglês, espanhol, francês ou italiano, mas que falem a língua universal do amor, do amor que transforma, modifica e melhora, pois, palavras não transformam empresas e sim atitudes.

Precisa-se simplesmente de loucos de amor; de amor que transcende toda a hierarquia, que quebra paradigmas; amor que cada ser humano deve despertar e desenvolver dentro de si e pôr a serviço da vida própria e alheia; amor cheio de energia, amor do diálogo e da compreensão, amor partilhado e transcendental.

As Organizações precisam urgentemente de loucos, capazes de implantar novos modelos de gestão, essencialmente focados no SER, sem receios de serem chamados de insanos, que saibam que a felicidade consiste em realizar as grandes verdades e não somente em ouvi-las.